Bola na trave X A resistência queimou

Quando passamos muito tempo supondo não ter o que dizer, é quando talvez mais poderíamos dispor palavras para aliviar o peito. Procurar a caneta preferida e retomar o diário muito mais usado pela minha irmã Maria foi uma atitude impulsiva, acompanhada de um prazer imenso.

O que me trouxe hoje não foi apenas a vontade de dividir o que estava incomodando, mas a sensação de estar tomando um banho quente e ter de forma repentina uma água fria lavando a alma.

A estima da Cecília, esta que vos escreve, sempre teve mais baixos do que altos. No entanto, os rompantes de autoconfiança fazem com que a visão periférica encarne um “Ensaio sobre a Cegueira”… tudo estava unilateral demais. Só conseguia ver o que estava diante do meu nariz.

Ações egoístas sempre fizeram parte de mim, primeiro eu, depois as minhas irmãs. Aí está uma boa hora para rever conceitos tais. Deixar de conseguir algo sempre me enfureceu, aprendi a perder a duras penas.

Jogadas e manipulações sempre fizeram parte do meu jogo…jogo este que era bom enquanto o meu time estava todo em campo e ganhando. Acontece que por mais incrível que possa parecer, haverão pessoas dispostas a entrar na partida sem que necessariamente queiram chutar a bola.

No meu time, só tem a licença para jogar quem quer dar chutes a gol. Se não faz gol, considere-se fora do campeonato. Ao entrar no vestiário, tentando buscar relaxamento e descanso no chuveiro, encontrará uma água gelada. Pode ser amargo conviver com o clima polar num país tropical.

Quem deseja se banhar num calor de 40 graus deve mensurar a temperatura que deixe o seu corpo mais estável, por isso dizem os físicos que um banho gelado num calor tão grandioso pode provocar transpirações. Se o suor for frio, é sinônimo de nervoso.

Conviver com a vontade de tomar banho quente e voltar para casa aceitando o chuveiro frio pode ser edificante, contudo o desejo latente pelo calor na pele provoca desejos insuportáveis/insuperáveis.

De tanto oscilar entre o quente e o frio, prefiro que o sol incida os seus raios no tanque e mesmo com a resistência queimada eu possa assim tomar um banho morno. A minha única promessa? Ok… prometo ser mais exigente com a escalação do time da próxima vez. Procurarei jogadores mais adaptáveis ao meu esquema tático.

 

Cecília, chutando a bola para fora em pleno pênalti e partindo a mil para o vestiário, rezando por um chuveiro que aqueça a alma.

Published in: on dezembro 19, 2010 at 3:28 am  Deixe um comentário  

Moçinha com C cedilha

Levanta o dedo, quem ao menos uma vez na vida já parou pra refletir sobre a efemeridade de algumas pessoas que conhecemos um dia. Ou ainda, refletir sobre algo que nos leve a “se eu não fosse amiga da Getrudes, eu teria conhecido a Risoleta?”. Foi na base destes devaneios que acordei neste domingo.

A saia do uniforme escolar abaixo do joelho, não impossibilitou o Ed, de me lançar umas boas olhadas. No início eu ficava sem saber se deveria retribuir ou nao. Quando resolvi deixar as águas rolarem, o cara mais velho da escola estava nada menos que me roubando um beijo na porta de minha casa.

A popularidade dele me assustava. Era aquele tipo de rapaz que nem era galã estilo James Dean, mas sei lá por quais motivos, conseguia atrair  com frequência os holofotes.

Na mesa do refeitório, tantas e tantas vezes me imaginei, aham,  a Cecília de Antônia aqui, casadinha da Silva com o Ed, com filhos correndo pela casa da mamãe e tudo como manda o figurino.

Eu estava 3 anos a menos que o Ed na escola. Enquanto eu imaginava, sonhava acordada, traçava hipóteses… o “rapaz dos holofotes”, terminou os estudos. Quando ele de fato “se foi”, eu acho que nem senti taaaaanto.

Alguns muitos meses depois, saí para comprar uma fita vermelha para pôr nos cabelos e encontrei ninguém menos que ELE. Me lançou aquele mesmo olhar…(aquele, da saia abaixo do joelho). Tocou a minha mão, me deu um abraço, perguntou como estava “tudo” por aqui, deu o sorriso torto que eu mais gostava. Garantiu que foi bom ter me encontrado por acaso e de novo “se foi”.

Torci para que ele não tivesse notado o suor nas minha mãos e o som trêmulo da minha voz.

Conversando em casa com a Maria, consegui constatar que ele não era o “homem da minha vida”, mas talvez fosse o dos meus sonhos. Talvez.

Se eu tivesse optado por estudar na Escola onde estudam as amigas do bairro…eu teria conhecido o “Popular de sorriso torto”?

Lembranças.

Cecília, em elucubração sobre o rapaz que escrevia “mocinha” com C cedilha: MOÇINHA!(risos)

Published in: on fevereiro 4, 2010 at 6:44 pm  Deixe um comentário  

Cassiano grudou feito chiclete.

Ele grudou.

Feito aqueles chicletes dormidos de calçada,
Que pra tirar, nem gelo.
Ele grudou que nem pêlo.
Como praga

Grudou como bolo na forma,
Como paixão de tola
Como arroz na panela
Como aranha na tela.

Grudou feito liga de caramelo,
feito resto de doce no chinelo,
feito mão suja de menino.
feito hino.

Grudou que nem pipoca na garganta,
Que nem cela de anta
Que nem fiapo de manga
Que nem uma puta santa

Ele grudou.

Grudou no meu pé,
Na minha mão
No meu caminho
No letreiro do meu caminhão

Grudou nas minhas unhas compridas
Nas minhas costelas doídas
Nas entranhas ardidas
Nas manhas.

Ele grudou.

Grudou nas duplas do meu cabelo
No simples do meu vestido
Na boca do meu umbigo
Na ponta da minha veia,

Feito verme
Feito prego
Feito neto
Feito mala
Feito asma

Alergia, sinusite, renite, ite!

Feito poeira nasal
Feito cordão umbilical
Feito punhal

Grudou que nem anel pequeno
Que nem fio de nailon
Cocô de pombo
Omo.

Grudou como quem gruda fielmente
Como quem mente
Quem sente
Quente

E agora meu “Padin Cíço”, posso cuspir?

Published in: on novembro 3, 2008 at 12:58 pm  Comments (7)  

-No descompasso do meu coração-

Acredite se quiser,mas amar demais causa descompasso no coração,com direito a ecocardiograma,holter e teste ergométrico.

“Seu coração está fora do ritmo”…essa foi a frase que ouvi do médico logo hoje pela manhã.Tem exatamente uma semana que sinto meu coração oscilar (como se não bastasse só o humor) entre batimentos acelerados e batimentos retardados.Que meu coração era retardado (não no sentido latu sensu) eu já sabia,mas que isso poderia trazer problemas para a minha saúde aí também já é demais.

Sempre fui carente e nunca fiz questão de esconder isso.A notícia de um probleminha de saúde nunca foi motivo de desespero para uma pessoa que passou a infância inteira ensaiando quebrar o braço.Concordo,tenho distúrbios.

Além dos distúrbios e da minha mais nova e breve (se Deus quiser) companheira,a arritmia,tem algo que está entre o cérebro e o coração,extamente no meinho.É um tal de aperto bem na garganta…um nó bem apertado.

Ontem eu e o Pedro tivemos a nossa primeira briga.Que coisa chata é ter que ir embora pra mostrar ser forte e ao mesmo tempo rezar para ele te puxar pelo braço e dizer: “Deixa de infantilidade Maria,eu quero vc comigo e pra sempre!”.Isso falado ao pé do ouvido desmancha qualquer orgulho de menina cheia de capricho.

Mas ele não fez isso.Ele me deixou ir e eu fui com o coração apertadinho,mais apertado do que quando a arritmia faz questão de dar o ar da sua graça.Engraçado que o tal “aperto no peito” realmente é físico.

Na verdade não tem nada de engraçado nisso tudo.A verdade é que estava quase colocando um ovo cravejado de strass (como diz a Cecília) de tanta ansiedade.Não aguentei e liguei.Liguei mesmo e daí???

Ele me atendeu todo frio como se ele fosse o certo na história e eu a namoradinha chata e birrenta que tava ligando pra pedir desculpas.Eu queria mesmo era andar até o meio do caminho pra ficar mais fácil pra ele (ou pra mim?).Mas ele não entendeu, se manteve frio e ainda fez pose de ‘dono da verdade’.Eu disse que nao queria brigar,ele baixou a guarda,mas não jogou as cartas na mesa.De repente me deu um estalo e imaginei que ele poderia ter um coringa na manga.Acertei em termos!Ele tinha mesmo…o  coringa tem o nome de Maria e o detalhe é que não estava na manga,estava nas mãos. 

Agora fico aqui com o meu coração descompassado ,pensando e contando as horas dessa arritmia ser mais forte do que o aperto que essa ausência de palavras doces causa aqui dentro.

Maria,altamente descompassada!

Published in: on outubro 23, 2008 at 11:46 pm  Comments (4)  

Três Irmãs

   Ontem a Maria e a Carmem entraram no meu quarto e fecharam a porta! Pensei: Meu Deus, alguma fofoca sobre a vizinhança? Não não. Na penumbra, acabei não vendo que elas estavam munidas com uma panela de brigadeiro, colchões e travesseiros. Meu sorriso aumentou uns 70%. Desde quando “nos entendemos por gente”, somos sensíveis e solidárias umas com as outras!

   A Minha cabeça estava “a mil por hora”, por conta de “um certo” alguém que está balançando os meus devaneios…mas posso garantir que nenhuma de nós três está mais “atrapalhada” do que a Carmem(Porque não sabe se quer o Cícero ou o Cassiano). Não sei se a minha TPM já aponta sinais vitais, só sei que mesmo com o brigadeiro estando presente entre nós, fui um tanto amarga com a Carmem. Aliás FOMOS…já que a Maria também não se calou diante das birras da nossa irmã mais nova. Ela nunca gostou de perder, desde criança é assim, mas agora já está “grandinha” torna-se inadmissível essa compulsão por ganhar…ou o tal medo de arriscar! Chutei o pau da barraca, fui duríssima com a Carmem, mas não me arrependo não, adorooo os meus surtos, ataques, desequilíbrios de sinceridade! Apesar das palavras e frases de “efeitos” que usei com a minha irmã para tentar ajudá-la, admito estar padecendo do mesmo mal: DÚVIDA, MEDO, ANSIEDADE!

   O brigadeiro acabou, a Maria já dormiu…a Carmem está com os olhos fechados(mas não garanto que está dormindo), e eu? Ahh, hoje vou dormir do lado oposto da cama, pra ver se os meus pensamentos se organizam melhor por outro ângulo…tô muito confusa hoje(hoje e sempre, hehehe).

 

   Cecília(sentido-se protegida com as “amadas irmãs” no quarto)!

Published in: on outubro 21, 2008 at 1:37 pm  Comments (1)  

healing my emotion numa aula de inglês

Estava olhando o álbum das minhas primeiras férias do colegial.
Achei uma foto do meu professor de inglês.

Como todas as meninas da minha idade na época, eu quebrava  olhares quando ele passava. Suspirava.

Como não? Loiro, olhos azuis, cabelos até os ombros, jeito moleque, curtia rock e usava calças rasgadas – indo de encontro a toda sociedade conservadora da época – e com um humor de dar inveja.

Mas sabe aquele homem que você diz: “ele NUNCA vai olhar pra mim!!!!” Pois é…

Nos dias de aula de inglês eu desistia do café da manhã para cuidar do cabelo e do batom. Na sala de aula, sentava na fila do meio, bem em frente da mesa dele pra conseguir vê-lo por todos os ângulos.

As aulas eram fascinantes, eu me perdia nos fios loiros e nos buraquinhos que as bochechas dele faziam quando sorria. Ai ai…

Sonhei inúmeras vezes com ele, passeando no parque, fazendo pequinique e, em segredo, sonhei beijando ele no provador da loja ERA, loja de moda feminina caríssima e famosa na época.

No nosso ultimo dia de aula, fomos a uma sorveteria comemorar a entrada do verão. Como boa estrategista, sentei na frente dele e conversamos toda hora. A mesa estava enorme e a solução era conversar com quem mais se aproximava de você. Não teve jeito.. babei. Babei mesmo, com “B” maiúsculo de Besta!

Nesse dia, lembro que ele precisou sair mais cedo porque sua noiva ligada de 5 em 5 minutos. Eu tinha uma inveja dela…
E no meio de umas 30 pessoas ele escolheu a mim para deixar o cheque para pagar a conta. Olhou no meu olho e disse: “Deixo com você. Pague, guarde e me dê o recibo amanhã”!

Isso pra mim foi tudo. Uma relação de confiança. Me senti super importante pra ele e dona do mundo. Paguei a conta com ar de “ai-meu-deus-do-céu-ele-me-escolheu.” e dormi com o recibo embaixo do travesseiro.

Guardei aquele papel como parte do meu corpo e contei as horas para entregá-lo no dia seguinte porque sabia que isso me renderia cinco minutinhos de prosa com o teacher, só nós dois.

Ai ai, se ele quisesse….

Hoje eu soube que faz um mês que ele casou com uma menina da cidade grande. Apesar de saber que ele era demais pra mim, fiquei triste. Por mais que diga que não, a gente sempre tem uma esperançazinha, mesmo que seja de uma noite apenas!

“oh, no, and my emotional stability is leaving me”..
Voltando no tempo, Carmen.

Published in: on outubro 17, 2008 at 7:27 pm  Comments (3)  

Tô meio família hoje! Me deixa!

A Carmen sempre teve uma pré-disposição genética para fingir.Sempre me intrigava a sua capacidade de simular o que quer que fosse.Se fosse o fingido sabor do rizoto da mamãe até o fingimento deste relacionamento que ela vive com o Cícero.Morro aos poucos ao vê-los juntos e tenho a confirmação de morte quando vejo que ele acredita que realmente se casarão.Ela sempre teve este temperamento esquisito.Às vezes até tento e entendo as confusões amorosas que ela trava contra ela mesma.No fundo eu sei que ela morre de medo de se arrepender de alguma atitude errada.Esse traço é marcante na personalidade dela.Jamais existiria um perdão dela pra si  mesma se tivesse a certeza de que algo organizado e esquematizado pelas suas próprias idéias,sentimentos e mãos ,tivesse ido por água abaixo.

A Carmen é a minha irmã do meio,mas é a que me dá a preocupação de uma irmã mais nova.

O nome dela poderia ser “Carmen Arriscar “,arrisca tudo na vida,desde que tenha 51% de chance de se sair bem.Perdemos muito no quesito afinidade através deste ponto.Nunca meteu os pés pelas mãos. Não que eu me lembre e que ela tenha me contado.Ela é uma verdadeira “ninja”.Confesso que toda noite peço a Deus um pouco da sua simulação.Quando éramos mais novas, sempre aprontávamos muito juntas,mas como eu sou a mais velha,tudo caia apenas pra mim.Ela jurava de pés juntos a “não-participação por pura vontade” nas traquinagens e reforçava positivamente a minha “imposição de participação dela” …e como se precisasse ela reforçar alguma coisa,minha mãe me colocava de castigo por mim e por ela.E lá ia ela,brincar por nós duas.

Continuamos aprontando muito juntas,mas agora ela assume tudo junto comigo.E agora quem nos dá surras é a vida.Aprendo muito com a Carmen,é um litro de animação e sempre me traz uma frase de calmaria.Minha certeza de uma resolução.Acredito mesmo que ela só seja confusa com os problemas dela,ela sempre sabe como resolver os MEUS problemas.Mas os dela…ai ai!

A Cecília sempre foi mais de ficar grudada na saia da mamãe.Talvez por ser a mais nova ou talvez por ter tido sempre aflorada essa necessidade de atenção e como ela sabia que eu e a Carmen não ficaríamos a bajulando o tempo inteiro e nem apertaríamos as suas bochechas para lhes dizer “como és fofa, menina Cecília”,ela acabava se deixando ir à Feira todos os sábados e apostar todas as suas fichas de alimentação ao ego com os vários elogios dos donos das bancas ,onde a mamãe costumava comprar.

Sempre,sempre,sempre precisou do centro das atenções.Mais uma confissão: Teve um tempo que comecei a enxergá-la como concorrente.Eu sempre me preocupei mais em me mostrar do que a Carmen e aí chega a Cecília e rouba o meu posto.Essa época simboliza a minha “fase má”com a  Cecília.Brigávamos por absolutamente TUDO.Trocávamos ofensas através da identificação de “TAL”.Era um tal de “TAL Carmen” e “TAL Cecília” pra lá e pra cá.Ainda bem que crescemos.

Crescemos, mas a nossa necessidade em precisar chamar a atenção continua evoluindo desesperadamente dentro de nós.Somos muito parecidas,passamos sempre pelos mesmos problemas psicológicos e acabamos sempre usando de “catarses” para ajudar-nos.Nesse quesito somos “irmãs-gemeas”.Preciso das nossas conversas.Preciso da fragilidade dela pra perceber que eu sou normal.Ela é o meu espelho mais transparente.Ela será sempre a minha “TaL Cecília”,pois foi através das desavenças que encontramos as evidências e é evidente a nossa afinidade.

Elas são os meus verdadeiros complementos.Meus diários de duas pernas.Formamos o trio mais sortudo deste mundo.O amor escolheu a nossa casa pra morar.

Essa TPM me deixa meio “romancista”…altamente “família”.

O meu namoro com o Pedro?!Vai bem,obrigada!

Evitei falar dele hoje pois esse meu estado de espírito poderia até me fazer falar algo sobre casamento.Ou seja,surtaria!Passando a TPM,desabafarei sobre o meu relacionamento.

Por hoje é só!

Maria,a mais velha e a mais apaixonada por elas duas!

Published in: on outubro 17, 2008 at 1:36 pm  Comments (4)  

Verbo fin.gir: transitivo = simular, fantasiar.

Meu diário diário,

Fingji. Sim, confesso que fingi.
Mas quem não finge?
Fingi uma, duas ou três vezes como todas as mulheres do mundo.
Fingi por preguiça, por descaso ou por falta de saco.
Fingi sim.

Fingi tuda na noite passada. Até passar mal, eu fingi.

Isso tudo porque Cícero fingiu brigar comigo durante todo o dia de ontem. Fingiu ciúmes bobo quando me viu comprar flores na banquinha da esquina e enlouqueceu quando figiu perceber que o vendedor também fingia me cortejar.

Daí por diante, Cícero não respondia meus recados e nem os meus apelos angoniados atraves da luz da lanterna que eu jorrava na janela do seu quarto. Ele fingia dormir.

Joguei pedrinha na vidraça, fingi me ferir. Ele nada.
Então resolvi passar mal, me fingir de doente.

Mandei recado pela Ivoneide, minha fiel empregada, que também fingiu se desesperar.

Ele fingiu acreditar, correu até meu encontro. Fingi soluçar, fingi dor de cabeça, dor no corpo, dor na alma.
Ele fingiu preocupação, enlouquecimento e até de médico, fingiu-se.

Fingi carência. Ele, colo.
Fingimos pazes.

Carmen

Published in: on outubro 15, 2008 at 1:15 pm  Comments (2)  
Tags: , , ,

“Eu quero um final clichê…e daí?”

Diário da minha feliz vida;

Apareci por aqui só pra avisar que hoje eu não vou contar nada de novo.Poderia até deixar essa página em branco.Mas como eu sempre tive diários absurdamente completos,não deixarei este ser diferente.

A minha única,atual e constante novidade continua cuidando bastante da permanência da minha alegria,sem sombra de dúvidas.Eu e o Pedro estamos vivendo um sonho lindo e já pedi trocentas e vinte e cinco vezes para não me acordarem.Estão até tentando me puxar das nuvens pelo pé,mas eu estou firme lá em cima e sem querer descer.Meu sono é extremamente pesado!Dá pra perceber,não falo de outra coisa.Poderia até falar e dar exemplos de como o mundo realmente gira redondamente,mas esses episódios não me satisfazem mais.Apenas me fazem perceber o quanto é importante ter paciência e saber que a hora um dia chega.A minha hora parece que é agora,mas se não for eu vou adiantar uns minutinhos porque eu vou permitir que essa seja a minha hora.Afinal,se ela é minha eu quem devo cuidar disso.É cada uma!

A intensidade me acompanha desde a hora que eu deito até a hora que eu levanto e ela faz o favor de ficar gritando o nome “PEDRO” ao meu ouvido 24h por dia,o que faz deixar constante a cara de boba e as borboletinhas no estômago.

Amanhã farei mais novidades.Talvez marcarei um cinema com o Pedro.Talvez esqueceremos a hora da sessão diante das nossas gargalhadas no banquinho do condomínio.O tempo voa quando estamos juntos.E quando estamos longe os minutos parece que são cronometrados na mesma proporção das horas.Infelizmente,temos um adversário: Tempo!

Mas pelo que tudo indica,estamos juntos e misturados nessa nova história que escolhemos escrever.Somos os protagonistas,os autores e portanto decidimos que os vilões morrerão no final!Decidimos ter um final clichê…pode ser?? (Era pra rimar no final)

A “Maria Adormecida” do conto de fadas!

P.S.: “Vc virou necessidade pra mim!” (By Pedro)

(Psiu!Faça silêncio,estou dormindo!)

Published in: on outubro 10, 2008 at 11:05 pm  Comments (3)  

Guerra x Paz

Diário, para tudo!

   Hoje me dei conta que há quase 1 ano conheço o Brutus. Juro não ter levado fé de que a nossa história durasse tanto tempo.Ele possui qualidades que me atraem, tem um sorriso cativante um ar de “bad boy”…que acaba se confundindo com o seu jeito dengoso e autoritário de ser. E aquela história que diz, que: “dois bicudos não se beijam”? Mentira pura. Se beijam, se agarram, se ofendem e voltam a se beijar.

   Gostamos de coisas parecidas, nos divertimos com coisas semelhantes, brigamos com uma “mesma” exaltação…e logo depois, esquecemos de tudo numa rapidez proporcional. Eu diria que com o Brutus construí uma relação do tipo “Leandro e Leonardo”: “Entre tapas e beijos”.

    Talvez esse nosso “romance” termine amanhã ou depois, apesar de que os nossos encontros não são feitos de “amanhãs e depois”. O Brutus me deu um “álbum” cheinho de MOMENTOS. Com ele já ri, já chorei, já briguei, me revoltei e já me dei conta de que trata-se de uma boa recordação para toda a vida. Com essa personalidade “geniosos e geniais”, nossas almas meio “artistas”, nossas idéias “afirmativas”, vejo que poderíamos ser transparentes um pouco mais. Que seja. Trocando em miúdos, eu arriscaria dizer que o Brutus é praticamente um “Exército invadindo o meu país”. Mas ó… é briga de cachorro grande. Difícil demais alguém recuar ou resolver hastear uma bandeira branca! No dia que a gente ficar em paz…com certeza, será porque a “Guerra” acabou!

Cecília, colocando mais munição no seu fuzil A-R 15.

Published in: on outubro 9, 2008 at 8:39 pm  Comments (5)