Levanta o dedo, quem ao menos uma vez na vida já parou pra refletir sobre a efemeridade de algumas pessoas que conhecemos um dia. Ou ainda, refletir sobre algo que nos leve a “se eu não fosse amiga da Getrudes, eu teria conhecido a Risoleta?”. Foi na base destes devaneios que acordei neste domingo.
A saia do uniforme escolar abaixo do joelho, não impossibilitou o Ed, de me lançar umas boas olhadas. No início eu ficava sem saber se deveria retribuir ou nao. Quando resolvi deixar as águas rolarem, o cara mais velho da escola estava nada menos que me roubando um beijo na porta de minha casa.
A popularidade dele me assustava. Era aquele tipo de rapaz que nem era galã estilo James Dean, mas sei lá por quais motivos, conseguia atrair com frequência os holofotes.
Na mesa do refeitório, tantas e tantas vezes me imaginei, aham, a Cecília de Antônia aqui, casadinha da Silva com o Ed, com filhos correndo pela casa da mamãe e tudo como manda o figurino.
Eu estava 3 anos a menos que o Ed na escola. Enquanto eu imaginava, sonhava acordada, traçava hipóteses… o “rapaz dos holofotes”, terminou os estudos. Quando ele de fato “se foi”, eu acho que nem senti taaaaanto.
Alguns muitos meses depois, saí para comprar uma fita vermelha para pôr nos cabelos e encontrei ninguém menos que ELE. Me lançou aquele mesmo olhar…(aquele, da saia abaixo do joelho). Tocou a minha mão, me deu um abraço, perguntou como estava “tudo” por aqui, deu o sorriso torto que eu mais gostava. Garantiu que foi bom ter me encontrado por acaso e de novo “se foi”.
Torci para que ele não tivesse notado o suor nas minha mãos e o som trêmulo da minha voz.
Conversando em casa com a Maria, consegui constatar que ele não era o “homem da minha vida”, mas talvez fosse o dos meus sonhos. Talvez.
Se eu tivesse optado por estudar na Escola onde estudam as amigas do bairro…eu teria conhecido o “Popular de sorriso torto”?
Lembranças.
Cecília, em elucubração sobre o rapaz que escrevia “mocinha” com C cedilha: MOÇINHA!(risos)